
Já comentei aqui um pouco sobre os principais componentes do computador pessoal, e dentre eles o processador. Pois esse componente pode ser construído de diversas formas, que são chamadas de arquiteturas. Ele sempre esteve presente nos computadores, seja com uma única arquitetura dominante ou com várias brigando pela liderança do mercado.
As arquiteturas mais comuns são: x86-32, x86-64 e PPC. As duas primeiras constituem a família PC, sendo a primeira capaz de lidar com 32 bits e a segunda com 32 e 64 bits. Bits são a quantidade de dados capazes de serem processados ao mesmo tempo, quanto mais, melhor. A arquitetura PPC (ou PowerPC) era usada quase que exclusivamente por Macs, e não é mais usada desde 2005, pois esquentavam demais.
A arquitetura PC detém cerca de 99% do mercado de computadores pessoais, pois era, até pouco tempo atrás, a tecnologia mais barata e confiável. No entanto, um antigo tipo de processador foi melhorado e resurge com força total, o ARM.
Ainda não existem processadores ARM tão potentes quanto um processador comum, mas é questão de tempo até surgir um ARM equivalente a um x86. Além disso, o ARM é mais barato e gasta menos energia. Essas características estão atraindo a atenção de grandes empresas, principalmente a gigante Google, que recentemente anunciou que vai lançar um sistema operacional para concorrer com Windows, Linux e Mac OS.
Os processadores ARM tem tudo para fazer sucesso no setor de notebooks de performance baixa e moderada, pois esquentam menos, gastam menos energia (o que faz com que a bateria dure de duas a três vezes mais) e são mais baratos.
Muitos desenvolvedores de softwares estão correndo contra o tempo para adaptarem seus programas a essa nova arquitetura, sendo o Google a empresa que mais investe na nova tecnologia. Em contrapartida, a Microsoft anunciou recentemente que a nova versão do Windows não terá suporte a computadores equipados com processadores ARM.
O motivo do desinteresse da Microsoft pode ser explicado pelo kernel que o Windows usa (se você não sabe o que é kernel, aprenda aqui). O kernel linux, usado no Linux e Chrome (sistema do Google), já tem suporte ao ARM, apesar de ainda ser precário. O Mac OS é muito semelhante ao Linux, por isso a implementação é relativamente simples. No caso do Windows, será preciso um kernel inteiramente novo, ou uma grande gambiarra.
O importante é que nós, consumidores, só temos a ganhar com essa briga. Resta apenas torcer para que essa nova tecnologia se desenvolva cada vez mais e não caia no esquecimento...de novo.
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