Esses dias tive que entregar um relatório numa escola pública. Tratava-se de um documento oficial e obrigatório, pois a escola exige que de tempos em tempos eu envie um texto contendo as atividades do meu estágio e a avalição do meu supervisor. Enviei os documentos um pouco atrasado e recebi um email que dizia o seguinte:"Oi Bruno
O teu relátório está atrasado.
Segue em anexo a ficha para a justificativa.
Favor preeenche-la e nos enviar o mais rápido possível.
A justificativa vai ser avaliada pela coordenador da SUPE.
Janice"
Em anexo a mensagem, recebi um arquivo .DOC, ou seja, um documento do Micrososft Word, que faz parte da suite Microsoft Office. O problema é que esse tipo de arquivo só funciona corretamente com o Word, que além de ser pago (e a versão mais barata custa R$200) só é instalável no Windows (que na versão mais simples custa R$300). Ou seja, para abrir o documento eu preciso ter o Windows e o Office.
É um ABSURDO que os documentos exigidos por uma escola pública sejam em formato proprietário, obrigando os alunos a comprarem produtos específicos apenas para abrir um arquivo de texto. O custo da dobradinha Windows + Office fica em torno de R$500, no mínimo. Ou a escola disponibiliza os documentos em formato aberto e gratuito, ou dá cópias legalizadas de todos os programas necessários a todos os alunos.
Vou abrir uma reclamação formal e notificar a escola que isto está ocorrendo. Não sou obrigado a comprar programas de determinadas empresas quando tenho alternativas gratuitas e, na minha opinião, de qualidade superior. Enviar documentos em formato proprietário é uma escolha pessoal, mas a existência de uma solução gratuita alternativa é indispensável.
Fala-se tanto em combater a pirataria, mas o próprio governo está estimulando-a, mesmo que indiretamente. Afinal, é mais fácil instalar o programa de forma ilegal do que exigir os nossos direitos. Quem não tem condições de pagar pelo programa, ou simplesmente não quer fazê-lo, tem o direito de receber arquivos oficiais em formato gratuito.
O povo está acomodado e não vê que está sendo manipulado. As pessoas não aceitam receber ordens de qualquer pessoa, mas aceitam ter que pagar para abrir um documento de texto. No momento em que eu estiver prestando um serviço à alguém, vou enviar os documentos no formato adequado à essa pessoa, e não a mim. Uma escola pública presta um serviço à população, e não o contrário. Quando presenciar alguma situação semelhante, exija seus direitos. Os nossos direitos são as obrigações deles.
Em anexo a mensagem, recebi um arquivo .DOC, ou seja, um documento do Micrososft Word, que faz parte da suite Microsoft Office. O problema é que esse tipo de arquivo só funciona corretamente com o Word, que além de ser pago (e a versão mais barata custa R$200) só é instalável no Windows (que na versão mais simples custa R$300). Ou seja, para abrir o documento eu preciso ter o Windows e o Office.
É um ABSURDO que os documentos exigidos por uma escola pública sejam em formato proprietário, obrigando os alunos a comprarem produtos específicos apenas para abrir um arquivo de texto. O custo da dobradinha Windows + Office fica em torno de R$500, no mínimo. Ou a escola disponibiliza os documentos em formato aberto e gratuito, ou dá cópias legalizadas de todos os programas necessários a todos os alunos.
Vou abrir uma reclamação formal e notificar a escola que isto está ocorrendo. Não sou obrigado a comprar programas de determinadas empresas quando tenho alternativas gratuitas e, na minha opinião, de qualidade superior. Enviar documentos em formato proprietário é uma escolha pessoal, mas a existência de uma solução gratuita alternativa é indispensável.
Fala-se tanto em combater a pirataria, mas o próprio governo está estimulando-a, mesmo que indiretamente. Afinal, é mais fácil instalar o programa de forma ilegal do que exigir os nossos direitos. Quem não tem condições de pagar pelo programa, ou simplesmente não quer fazê-lo, tem o direito de receber arquivos oficiais em formato gratuito.
O povo está acomodado e não vê que está sendo manipulado. As pessoas não aceitam receber ordens de qualquer pessoa, mas aceitam ter que pagar para abrir um documento de texto. No momento em que eu estiver prestando um serviço à alguém, vou enviar os documentos no formato adequado à essa pessoa, e não a mim. Uma escola pública presta um serviço à população, e não o contrário. Quando presenciar alguma situação semelhante, exija seus direitos. Os nossos direitos são as obrigações deles.
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