sábado, 22 de agosto de 2009

Diplomas e regulamentações


Há poucos meses atrás o STF determinou que não é necessário ter graduação em jornalismo para exercer a profissão, basta fazer o pedido para ganhar uma credencial. Ou seja, qualquer um pode ser jornalista, basta fazer o pedido (e pagar uma taxa, óbvio). Isso foi um desrespeito, aos jornalistas, por depreciarem todo o trabalho deles, e nós não-jornalistas, pois veremos em alguns anos uma queda significativa na qualidade dos serviços informativos.

Agora, o governo regulamentou a profissão analista de sistema, que significa projetar e implementar qualquer sistema informatizado, como uma rede telefônica, uma central de televisão, ou sistema de multas do Detran, por exemplo. No entanto, é exatamente o contrário do que ocorreu com os jornalistas. Vai ser necessário ser graduado para trabalhar na área técnica de computadores.

A lei foi aprovada nesta quarta-feira no senado. Segue abaixo alguns trechos da notícia, publicada no site http://www.senado.gov.br :

"Proposta que regulamenta o exercício da profissão de analista de sistemas foi aprovado nesta quarta-feira (...). A proposta (...), segue agora para análise (...), em decisão terminativa.
(...), somente profissionais com diploma superior em Análise de Sistemas, Ciência da Computação ou Processamento de Dados poderão exercer a profissão de analista de sistemas.
Já a profissão de Técnico de Informática poderá ser exercida pelos portadores de diploma de ensino médio ou equivalente com curso técnico de Informática ou de Programação de Computadores, expedido por escolas oficiais ou reconhecidas.
A proposta torna privativa do analista de sistemas "a responsabilidade técnica por projetos e sistemas para processamento de dados, informática e automação, assim como a emissão de laudos, relatórios ou pareceres técnicos".

A proposta original era a criação de um comitê de avaliação e organização da profissão. Foi vetada, pois era inconstitucional. Essa regulamentação divide opiniões, inclusive dos profissionais da área. Eu considero-a positiva, pois vai valorizar o trabalhador e sua dedicação à profissão. No entanto, é preciso ficar atento a criação de novas cobranças. É bem possível que você, profissional da área, tenha que pagar um imposto, curso ou carteira especial para continuar trabalhando. Regulamentar a profissão é importante, mas "eles" querem tirar o nosso dinheiro. Fique ligado!

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Arte

Ontem foi o dia da fotografia. E você sabe quando ela surgiu? Foi por volta de 1830, numa época em que a única forma de ter sua imagem preservada com realismo era através de pinturas, retratos. Todos queriam ter a sua imortalidade, nem que fosse uma imagem para relembrar os outros de que existiram. Com o surgimento da fotografia, que era muito mais rápida e mais realista que os retratos, os pintores tornaram-se livres para pintar o que queriam, e não apenas a realidade. A pintura virou arte.

Já não era mais possível modificar as imagens, elas eram capturadas e pronto, não eram mais modificadas. Não se podia retirar aquela mancha do rosto. E aos poucos surgiram ferramentas editoras de imagens, que não pararam de evoluir.

Hoje já é difícil saber se uma imagem contém ou não mudanças. E muita gente também não liga para isso, afinal, são só imagens. Eu, particularmente, adoro essa confusão, esse misto de realidade e fantasia. Até onde podemos acreditar no que vemos?

Mas o importante é que estamos vivenciando algo mágico, que está tão perto de nós que não conseguimos ver a sua grandeza. É como estar perto de um prédio gigantesco e olhar para cima. Você só vai saber dizer o quão grande ele era quando estiver longe. A fotografia hoje faz o mesmo que as grandes pinturas e obras de arte no passado. Hoje, a fotografia é uma forma de arte, talvez a mais bela e menos explorada.

E por que isso está aqui num blog de tecnologia? Porque é revolucionária. Você que ainda não se deu conta.

Este texto é dedicado a Eduardo Nozari, crítico de cinema, diretor de programa e entusiasta da fotografia. Segue o link para o seu blog: http://sobretudocinema.wordpress.com/

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Morra, Internet Explorer 6


Se você está lendo este texto, provavelmente está conectado à internet e está utilizando um browser, ou navegador, para acessá-la. Os navegadores mais comuns são Internet Explorer, Firefox, Opera, Safari e Chrome.

Internet Explorer 6 foi lançado em 2001, pela Microsoft, junto com o Windows XP. Na época representou um grande avanço, mas logo ficou atrasado em relação aos concorrentes.

Criaram-se novos recursos para internet, que agilizam o desenvolvimento e tornam os sites mais rápidos e eficientes. No entanto, o Internet Explorer 6 não é capaz de lidar com essas informações, o que faz com que todo o código tenha que ser reescrito, o que além de consumir tempo, torna o site muito mais pesado.

As empresas concorrentes, apoiadas pelos desenvolvedores de sites, querem a morte do I.E. 6, já que ele representa um grande atraso na internet. É como correr uma maratona com uma geladeira nas costas. A própria Microsoft se manifestou a favor da "morte" dele, recomendando o upgrade para a versão 7 ou 8.

Recentemente o Youtube anunciou que não vai mais dar suporte ao I.E. 6. Quem abre o site com esse navegador, encontra a seguinte mensagem:
"Faça upgrade para um navegador moderno de modo a obter uma experiência on-line mais rica. Vamos descontinuar o suporte para Internet Explorer 6 em breve, por isso faça o upgrade agora."

Se os concorrentes, os usuários, os desenvolvedores e até mesmo os criadores querem a morte do Internet Explorer 6, porque ele ainda é utilizado? Talvez seja porque ainda não percebemos que ele já não é mais a solução, e sim o problema.

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Conheça mais sobre hardware

Como você deve desconfiar, o computador é formado por pequenas partes. Ele é constituído basicamente por 5 componentes:
-Placa-mãe (motherboard em inglês)
-Processador (também conhecido por CPU)
-Memória RAM
-Unidade de armazenamento
-Periféricos

Placa-mãe:
A placa-mãe é como o terreno de uma casa, é a base de toda a construção. Ela é o centro do computador, onde todos os outros componentes se encontram. A parte mais importante da placa-mãe é o chipset. Ele é um chip responsável por receber e enviar os sinais dos outros componentes, funcionando como um tradutor. O HD, por exemplo, não consegue falar com o processador diretamente, ele precisa enviar a mensagem ao chipset, que vai traduzi-la e enviá-la ao processador. Geralmente as placas-mães já incluem chips de áudio, vídeo e rede. É possível melhorar a performance destes itens, comprando periféricos com chips auxiliares, chamados offboard (fora-da-placa). As melhores placas-mães atualmente são da Intel, e os melhores chipsets são Intel, AMD e Nvidia.

Processador:
O processador é o cérebro do computador, e também quem manda na maioria das outras partes. É ele quem decide o que fazer, conforme as mensagens recebidas dos outros componentes. Quando você quer tocar um CD, é o processador quem manda o CD player tocar. Quando tentamos abrir um programa, é ele quem realiza os cálculos necessários para que o programa funcione. A tarefa do processador é calcular e mandar nos outros componentes, o que faz dele o "chefe" dos outros.

Memória RAM:
A memória RAM é um espaço que serve para guardar coisas temporariamente. Essas coisas podem ser vídeos carregados na internet, fotos, arquivos de texto e até mesmo os programas que estão em uso. Ela existe porque é muito mais rápida que o dispositivo de armazenamento. Ao abrir um arquivos, estamos transferindo uma cópia dele para a memória RAM. Quando fechamos o arquivo, ele é descarregado da memória RAM. Quanto mais memória RAM, mais programas você pode carregar ao mesmo tempo, sem que o computador fique lento, ou pior, congele. Toda vez que o computador é desligado, a memória RAM é descarregada completamente, não importa a marca, modelo ou tamanho.

Unidade de armazenamento:
A unidade de armazenamento serve para guardar dados. Ela pode ser um disco rígido, chamado de HD, ou memória de estado sólido, chamadade SDD. A maioria esmagadora dos computadores usam HD, por ser muito mais barato e ter mais espaço de armazenamento. Não tem mistério, aqui você só grava e lê dados. Considero a Samgung a melhor fabricante de HDs. Atenção ao comprar um HD da marca Maxtor, eles tem um problema crônico de fazer muito barulho após poucos meses de uso.

Periféricos:
Os periféricos não são necessários para o funcionamento do computador em si. Incluem-se nesse grupo mouse, teclado, leitor de cd/dvd, leitor de cartão, webcam, bluetooth, pendrive, caixas de som, placa de vídeo, monitor e outros. Ou seja, não são necessário para que o conjunto funcione, mas são eles que fazem a conexão homem-máquina.

sábado, 8 de agosto de 2009

Distribuições Linux


O sistema operacional linux em si é apenas o kernel e algumas ferramentas de manipulação, as quais são chamdas de terminal, ou console. A versão mais comum do console é a BASH.

No entanto ninguém instala apenas o linux, e sim as distribuições linux, que além de incluírem o linux possuem também muitos projetos, ou programas, dos mais variados. Dependendo do foco de determinada distribuição, ela incluirá, ou não alguns pacotes. A escolha destes pacotes segue a filosofia estabelecida pelos criadores da distribuição.

Podemos classificá-las em duas categorias:

a) Filosofia de atualização de pacotes
No mundo do software livre, onde todos tem acesso ao código fonte dos projetos e podem modifica-los livremente, o desenvolvimento anda a passos largos. Não é raro ver projetos recebendo atualizações semanais, diferente do que ocorre com softwares proprietários. Por isso, o mesmo projeto tem muitas versões (ex.: 1.0.2, 1.0.3, 1.1.0...) e cabe a distribuição escolher qual versão deve ser utilizada. Uma versão mais antiga nos dá mais estabilidade,pois significa que aquela versão do projeto foi exaustivamente testada, e não contém nenhum erro. A desvatagem é que novos recursos demoram a ser adicionados, e seu linux será muito estável, mas desatualizado. Se a distribuição optar pelos pacotes mais atualizados, estará sujeita a erros dos desenvolvedores, já que nas versões antigas os bugs já foram corrigidos. No entanto, terá muito mais recursos que aquela que usa pacotes mais velhos. Geralmente aí a filosofia da distribuição entra em cena: pacotes novos para computadores pessoais, pacotes antigos para servidores.

b)Recursos de hardware utilizados X usabilidade.
Uma distribuição pode ser fácil ou difícil para o usuário final. Quanto mais fácil de usar, mais recursos de hardware ela vai usar (leia-se, mais pesada ela vai ser). Isso porque em distribuições mais faceis existem programas que detectam automaticamente que você está tentando fazer e automatizam o processo, minimizando as escolhas a serem feitas. Numa distribuição difícil isso não ocorre, é preciso dedicar mais tempo para configurar o computador corretamente. Existem distribuições que fazem tudo praticamente sozinhas, como Ubuntu, Mandriva e Fedora, e outras no extremo oposto, que fazem apenas o que você mandar, como Slackware, Gentoo e Archlinux.

Existem, portanto, muitos sabores linux. Alguns amargos, que agradam quem já domina o sistema, e outros mais açucarados, que impressionam os iniciantes. Existe uma discussão interna entre usuários linux sobre qual a melhor distribuição, que se assemelha muito uma discussão de futebol - não leva a nada e só confunde os iniciantes. Teste um sabor do linux, de preferência um mais automatizado, e permaneça nele. Quando sentir-se mais seguro, você pode partir para outros sabores. Experimente...é de graça.

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Liberte-se!



Há alguns dias me perguntaram porque o meu computador não estraga e nunca me deixa na mão. Minha resposta, para aquela singela pessoa, que entendia tanto de informática quanto a Xuxa entende de física quântica, foi:
"Porque eu mando no computador, e não o contrário."

Hoje em dia estamos cada vez mais próximos da escravidão. Não uma escravidão clássica, como acontecia no Antigo Egito, por exemplo, e sim uma nova escravidão, uma escravidão subjetiva. A nossa vida para quando o sistema falha. Se um banco fica fora do ar, nós ficamos sem dinheiro. Se o aeroporto estiver com problemas, nós ficamos sem viajar. Se faltar luz nos hospitais, nós podemos até morrer no caso de algum acidente. E até mesmo o nosso entretenimento está ameaçado, caso nossa TV estrague. E qual a nossa solução? Adequar-se ao sistema. Nós cumprimos com tudo aquilo que ele exige para funcionar corretamente, e não tentamos adaptá-lo as nossas necessidades, que seria o correto.

Toda essa tecnologia, que nos é enfiada garganta abaixo, é realmente necessária? Eu já tive que mudar a minha vida por requisitos de aparelhos eletrônicos. Eles mandaram em mim. Acreditei que estava controlando a tecnologia, quando, na verdade, era ela que determinava as minhas ações. Irritado com isso, decidi não aceitar mais tudo que me empurram. Não procuro mais o que comprar, e sim o que é capaz de resolver meus problemas. Se não tenho problemas, não preciso de nada. Foi um ato contido de revolta contra o sistema. Simbólico, insignificante talvez, mas tenho a consciência de que sou um a menos que "eles" controlam.

O caminho que a humanidade trilhou não tem mais volta. Eu não posso impedir que "eles" vendam tecno-sucatas às pessoas. Não posso impedir que os bancos fiquem fora do ar, que os aeroportos parem de funcionar ou que os hospitais parem de atender. Mas, pelo menos, no meu computador eu ainda mando.

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Sobre software livre

Software, como você já leu, possui a função de controlar o hardware. Ele é um conjunto de intruções, e isso em eletrônica significa que pequenos sinais elétricos circulam pelo computador.

Todo software precisa ser entendido pelo computador, e para tanto, é escrito em linguagem binária (dois níveis lógicos). Como recurso, o ser humano criou linguagens de programação, que facilitam a comprensão humana do código, transformando uma frase ou comandos predefinidos em arquivos binários. Esse arquivo compreensível aos humanos é chamado de código-fonte. Assim, para um software ser executado em um computador, é necessário apenas ter os arquivos binários, os quais são gerados a partir do código-fonte.

Com o passar dos anos, as necessidades foram aumentando de tal forma que hoje é praticamente impossível construir um software complexo que não contenha nenhum erro. À medida que os erros vão sendo descobertos, atualizações e correções são feitas, para minimizar a existência de falhas, e a maneira mais rápida e segura de fazer isso é alterar o código-fonte e recriar os arquivos binários. Infelizmente a maioria dos softwares são produtos comerciais, criados por uma ou mais empresas, que mantém o código-fonte em sigilo absoluto, afim de evitar a espionagem comercial. Elas são responsáveis pelo funcionamento do seu produto, e devem zelar pela sua qualidade, o que em muitos casos não acontece.

Assim, criou-se os softwares com código-aberto, ou seja, softwares que tem o seu código-fonte aberto à toda a comunidade, qualquer um pode modificar e corrigir possíveis falhas. Existem, é claro, regras para isso, que evitam que alguém destrua ou piore o código-fonte original.

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Sobre kernel e sistemas operacionais - parte II


Como você já deve ter percebido, existem vários sistemas operacionais, e cada um tem caracteríscas próprias. Agora vou comentar um pouco sobre os principais sistemas atualmente:

Windows - O Windows é o sistema operacional mais utilizado no mundo todo. Ele possui diversas versões, como Windows XP, Windows Vista e a mais nova, Windows Seven. Juntas, elas detém 90% do mercado mundial de computadores pessoais(notebooks e desktops), o que justifica o desejo das empresas de hardware em ter seus produtos agregados a essa plataforma. No entanto, a Microsoft, empresa desenvolvedora do Windows, não se responsabiliza pelo funcionamento destes dispositivos, já que o seu kernel permite que módulos sejam adicionados sem a necessidade de uma recompilação. Assim, os próprios fabricantes de hardware desenvolvem os drivers para Windows. Esse sistema operacional é pago, ou seja, você deve comprar uma licença para ter o direito de utilizá-lo. Existem ainda programas que podem ser instalados mais tarde, que adicionam mais recursos ao computador. Esses programas rodam sobre o sistema operacional básico, que funciona dentro do kernel. Ou seja, o Windows funciona com duas camadas: o kernel(que inclui o sistema básico) e os programas.

Mac OS - O Mac OS também possui muitas versões (OS X, Tiger, Leopard, etc). Elas seguem uma linha de tempo, ou seja, a versão nova sempre é superior à versão antiga, não existem lançamentos paralelos. O Mac OS é desenvolvido pela Apple, que também fabrica o hardware. Essa foi a alternativa encontrada pela Apple para oferecer um computador com uma boa performance e evitar incompatibilidade com o hardware. O sistema Mac OS só funciona em hardware da Apple. Existem métodos baseados na gambiarra que permitem a instalação desse sistema em um hardware diferente, mas isso não é recomendado. Por utilizar um kernel diferente, o Mac OS possui uma camada a mais, o ambiente gráfico. Os programas funcionam sobre o ambiente gráfico, que funciona sobre o kernel. No entanto, alguns programas podem acessar o kernel diretamente, o que aumenta a performance. Se algum programa travar, o sistema continua funcionando, e apenas aquele programa para de responder. Assim como Windows, o Mac OS é pago, mas a sua versão básica inclui muito mais softwares que Windows. Ou seja, o sistema é mais rápido, mais estável e mais completo.

Linux - O Linux é um sistema operacional muito simples, e muito pequeno. Se resume basicamente ao kernel e algumas ferramentas de manipulação. Esse conjunto de ferramentas é chamado terminal, ou console. No linux não existem "programas", e sim projetos. Cada projeto tem um objetivo, que pode ser desde tocar mp3 até gerenciar todo o ambiente gráfico. Ao conjunto de pacotes dá-se o nome de distribuição linux. Existem mais de 500 distribuições linux oficiais, e cada uma tem um conjunto de pacotes, características e objetivos próprios. Por ser um assunto muito extenso, elas serão discutidas separadamente mais tarde. Diferentemente do Windows e do Mac OS, o Linux, assim como a maioria de suas distribuiçoes, é gratuito.

Chrome OS - O Chrome OS foi anunciado recentemente pelo Google, não está disponível para download, não está pronto e nem existem imagens oficiais da versão em desenvolvimento. Sabe-se que usará o mesmo kernel do Linux e será gratuito. Acho importante citá-lo aqui, pois o Google é uma empresa muito respeitada no setor de tecnologia e informática, e o seu sistema tem potencial para concorrer com os gigantes Windows e Mac OS quando for lançado.

E qual sistema operacional você usa? E qual gostaria de usar?

domingo, 2 de agosto de 2009

Sobre kernel e sistemas operacionais - parte I


Um computador é composto por duas partes principais: o hardware e software.

O hardware é toda e qualquer peça material do computador, como mouse, teclado, monitor, etc. Sozinho, o hardware não faz nada. Ele não conecta a internet, não serve para digitar nada, não filma e não mostra nada no monitor.

O software é todo o resto, tudo que não é tocável. Desde os programas que você usa até os drivers necessários para que eles funcionem. A função do software é controlar o hardware, é torná-lo útil.

O kernel é o software mais básico que pode existir. Isso não significa que ele seja simples, mas sim indispensável para o funcionamento de todo o resto. O kernel é a camada mais básica de um sistema operacional, ele recebe as instruções dos programas e as traduz para o hardware. Se o computador fosse um carro, o kernel seria o motor, e os pedais seriam os programas. Você mexe nos pedais, mas quem faz o carro andar de fato é o motor.

Todos os sistemas operacionais incluem um kernel e algumas ferramentas para lidar com ele. Um exemplo de sistema operacional é o Windows. O Windows possui um kernel e muitas ferramentas de manipulação. Até mesmo o ambiente gráfico está incluído no kernel. Esse tipo de kernel permite que novos módulos sejam adicionados sem ser necessário reconstruí-lo. É como colocar um reboque no carro, não é preciso desmontar e montar o carro todo para adicioná-lo. Entretanto, quanto mais módulos são adicionados ao kernel, mais pesado ele fica, e você não pode desmontá-lo e retirar o que não precisa. Ou seja, o kernel do Windows fica mais pesado com a instalação de novos recursos, e não há nada que possa ser feito para evitar isso.

Existem outros sistemas operacionais, como Linux e Mac OS, que utilizam outro kernel. Ele funciona de maneira diferente: carrega apenas as ferramentas mínimas de manipulação, o que o torna naturalmente mais leve e rápido. Sua desvantagem é que para se adicionar um módulo novo, é preciso desmontá-lo, incluir o módulo e remontá-lo. Esse processo se chama "recompilar o kernel". Por esse motivo, a Apple, fabricante do Mac OS, decidiu vender o sistema operacional e o hardware juntos. Assim ela se encarrega de reconstruir o kernel sempre que for necessário, e você não precisa aprender a manipulá-lo, basta ligar o computador e tudo vai funcionar. O Linux é feito para funcionar com uma infinita gama de hardware, por isso tem a maior quantidade de módulos possível. Ao iniciar, ele detecta qual o seu hardware, e liga apenas os módulos necessários, o que o torna tão leve quanto um kernel de Mac OS. Os problemas ocorrem quando ele não detecta corretamente o hardware, ou não tem os módulos necessários.

(continua)

sábado, 1 de agosto de 2009

Paradigmas, consumismo e o computador

A nossa geração está acostumada a adaptar-se rapidamente. O celular, as câmeras, o computador...muita coisa mudou nos últimos 20 anos, e nós achamos isso normal, esquecendo que em mais de 3000 anos de civilização esses equipamentos só surgiram nos últimos 100.

O computador surgiu como alternativa para realizar cálculos em engenharia. Logo, sua função inicial era auxiliar o ser humano a realizar tarefas. A função não mudou, mas as tarefas mudaram. Hoje é possível usar o computador para tocar música, conversar com pessoas, gravar imagens e vídeos, assistir programas, ler notícias e comentar sobre ela e muito mais.

Junto com os novos recursos, ganhamos novas obrigações. Hoje, quem quer ter um computador funcional precisa ter cuidado. Alguém aí nunca ouviu falar de vírus, spyware ou desfragmentação de disco?

Pois é, o computador hoje está resolvendo problemas que ele mesmo criou.

Não seria ótimo realizar todas suas tarefas sem ter um compromisso com o computador? Uma máquina que servisse a você, e não o contrário?

Infelizmente, isso exige uma quebra de conceito. Não adianta pensar "o que essa máquina pode fazer por mim". O certo é "o que eu preciso que uma máquina faça por mim".

Aí sim, escolha a melhor solução para você. Não aceite o que "eles" querem te vender. Pense duas vezes antes de comprar um computador "ultra potente". Lembre-se de que a máquina top de linha hoje vai ser o caco ultrapassado daqui a alguns anos.

O computador deve ser a solução, não o problema.

Sobre o blog

Olá, visitante. Seja bem vindo ao "lanche noturno", um espaço virtual onde pretendo abortar assuntos relacionados a tecnologia e informática.

O objetivo é simples: enriquecer a sua madrugada com pequenos textos. Os fatos serão apresentados, e mais que isso, serão comentados. Sim, esse é um blog que vai julgar o que ocorre no mundo, e, com um pouco de sorte, vai ajudá-lo a contestar o que falam por aí.

Isso não significa que existe uma verdade absoluta, e muito menos que ela está aqui. Sinta-se livre para criticar, elogiar e ignorar tudo que for colocado aqui. Mas preste atenção quando for fazê-lo para não passar vergonha.

Enfim, espero que você aproveite esse pequeno lanche, e deguste ao máximo cada pequeno sabor dos textos.