quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Cap. 1 - Identificação do hardware

A primeira etapa da restauração daquele seu computador antigo é a identificação do hardware. Isso significa abrir o computador, observar os componentes e ser capaz de definir onde está o HD, a placa-mãe, a fonte, o drive de CD, a memória ram...
A vítima escolhida é a seguinte:
Clássico, não?

Lógicamente é preciso abrir o gabinete para se ter acesso às peças. Portanto, comece procurando por parafusos que prendem as laterais. Eles sempre estão na parte de trás do computador (aquela que você conecta os cabos do teclado, mouse, monitor, etc). Feito isso, retire as laterais do gabinete. Gabinetes que permitem a remoção independente das laterais são chamados de ATX, e gabinetes que possuem uma única peça encobrindo as duas laterais são chamados de AT (mais antigos). O meu computador tem gabinete padrão ATX, mas isso só influencia a localização de alguns componentes internos comparado com AT. Portanto, as peças do seu computador podem ter uma disposição diferente da mostrada nas fotos, e agora você já sabe porquê. Isso não modifica a função de cada peça no funcionamento do computador.

Abrindo a lateral do gabinete, você encontrará algo sem elhante a isso:

Parece um pouco complicado, mas após alguns minutos manuseando o aparelho você irá se sentir mais confiante e familiarizado com a máquina.

No topo da imagem você pode notar uma saliência com a palavra "compaq" invertida, de onde saem muitos fios coloridos. Essa é a fonte do gabiente, e todos aqueles fios só servem pra alimentar as peças do computador. Nas outras extremidades deles, na parte superior direita, encontram-se o leitor de cd, leitor de disquete e o HD. No c entro da imagem vemos uma peça de metal grande, que está presa ao processador, e serve pra resfriá-lo. A esquerda está um auto-falante interno, coisa que a maioria dos computadores não tem. Por último, na parte inferior, estão localizados quatro conectores PCI (cor branca) e dois conectores ISA(cor preta).
Agora que você já tirou as laterais do gabinete e já identificou a maior parte do hardware, está na hora de desparafusar algumas peças: o HD, o leitor de CD e leitor de disquetes (que está à direita na foto, e não aparecem completamente). Eles quase sempre estão presos por 4 parafusos, dois em cada lado. Para uma removê-los, portanto, primeiro d esconecte os cabos ligados a eles, depois retire os 4 parafusos e finalmente puxe-os para o interior do gabinete. Não bata as peças, deixe cair, ou raspe-as no gabinete, porque elas são muito delicadas e uma batida direta pode torná-las inutilizáveis.

Essas peças que você retirou fazem parte dum conjunto chamado "periféricos", pois não são indipensáveis para o funcionamento do computador, e geralmente ficam na periferia da placa mãe - dificilmente ficam no centro do computador. Quase todas elas possuem duas conexões básicas: uma para alimentação elétrica e outra para transmissão de dados. Funcionam de maneira semelhante a uma TV, onde um cabo é conectado na tomada e outro à antena.

HD, frente e verso:
Leitor de CDs, frente e verso:Leitor de disquetes, frente e verso:

Observe que existem basicamente dois conectores em cada peça, e isso é mais visível no HD. Aquele conector com 4 pinos largos é o conector de alimentação (onde conectaremos a fonte) e o outro é o conector de dados, nesse caso, chamado de conector IDE. O leitor de cds possui exatamente as mesmas conexões, o que significa que podemos trocá-lo por um segundo HD sem comprar nenhum adaptador. O leitor de disquetes possui conexões diferentes, por isso não podemos substituí-lo por nenhum dos anteriores. A alimentação dele é feita naquele conector branco, pequeno, a esquerda.

Por fim, existe uma peça do computador que merece atenção especial: a memória RAM. Às vezes ela fica na frente dos periféricos, impedindo a sua retirada, e por isso é necessário removê-la antes de remover os periféricos. Ela é uma peça extremamente delicada, e até mesmo a estática das mãos pode estragá-la.

Comece abaixando duas pequenas alavancas nas extremidades da memória ram (mova a alavanca para o lado oposto à placa. Na foto acima as alavancas são brancas). Com isso a memória vai ficar solta, e dependendo da pressão pode até dar um pequeno pulo. Existe uma maneira correta de segurá-la, que impede que ela seja danificada: pressione as duas extremidades (que estavam presas às alavancas) com os dedos indicador e polegar. Nunca toque as superfícies onde estão os chips. Deixe-as em um local limpo, longe de monitores, aparelhos de som, celulares, imãs e qualquer outra coisa que possua um campo magnético forte. Dica: deixe um guardanapo no canto da mesa para depositar peças delicadas durante o processo.

Próximo capítulo: Limpeza física, interna e externa.

P
.S.: Po desculpas aos leitores, por ter deixado o blog de lado por uns tempos. Fiz isso porque passei por concursos, provas, vestibulares, entrevistas, etc e não pude me dedicar ao desenvolvimento do texto. No entanto o trabalho já foi feito, agora vou me dedicar a documentar tudo aqui no blog. E se eu demorar de novo, me mandem um email/comentário me xingando, por favor. =)

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Novo, de novo

Te convido agora, leitor, a pegar aquele seu computador velho que está jogado em baixo da cama a anos, que você não sabe se funciona e que só não foi pro lixo porque ninguém quer ficar cheio de pó.

Eu vou procurar o meu, e minha próxima tarefa é deixá-lo como novo. Esses computadores velhos são muito úteis, mas as pessoas esquecem que já acessavam a internet, imprimiam textos, mandavam emails, escutavam música e assistiam vídeos com eles - pensam que precisam de um computador de última geração.

Claro, não podemos esperar um desempenho estonteante do computador, mas tarefas rotineiras podem ser feitas sem maiores complicações, se configurado corretamente.

Então, se você nunca abriu um computador, ou não tem experiência com manutenção, essa é a hora de aprender. E a única maneira de aprender é colocando a mão na massa, ou melhor, no gabinete.

A restauração divide-se nas seguintes etapas:
  • Identificação do hardware
  • Limpeza física, interna e externa
  • Organização interna e retirada de componentes desnecessários
  • Otimização da BIOS da placa mãe
  • Instalação do sistema operacional
  • Configuração do sistema operacional
  • Análise dos resultados
Colocarei aqui uma postagem por etapa, talvez mais se for necessário. Se você acompanhar, e colocar em prática simultâneamente, vai aprender muito sobre montagem e manutenção de computadores. Caso tenha dúvidas, dicas ou quer compartilhar experiências, sinta-se a vontade. Creio que será um grande aprendizado, inclusive para mim.

Agora, enquanto preparo para a primeira etapa, que tal ligar para seu tio, primo ou colega que tenha um computador antigo fora de uso, e pedir para deixá-lo novo, de novo?

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Tecnologias emergentes: Processadores 64 bits (parte 2)

Já foi falado que processadores x86-64 detém uma vantagem, velocidade, sobre os x86-32. Mas essa vantagem é relativa, principalmente com relação a quantidade de memória RAM que o computador possui.

Programas escritos em 64 bits consomem, naturalmente, mais memória RAM que os de 32 bits. Por exemplo.: se o Firefox consome 100 Mb de RAM num sistema 32 bits, vai consumir 160 Mb num sistema 64.

No entanto, existe um limite de memória para sistemas 32 bits, que é 4Gb. Sistemas 32 bits não conseguem reconhecer mais que 4Gb de RAM, e ainda usam parte dela para reserva. O resultado é que num sistema 32 bits com 4 Gb de RAM você pode utilizar de 2.8 a 3.5 G para o sistema, pois o resto fica de reserva. O tamanho da reserva varia conforme o modelo de placa mãe e processador.

Se você utilizar um sistema 64 bits pode colocar até 128 Gb de RAM que não haverá perdas. Mas se você tem 3 Gb ou menos, é melhor colocar um sistema 32 bits, pois ele consome menos memória, e consegue lidar com 3Gb (é o limite, mas funciona bem). Em resumo, só utilize sistemas 64 bits se você tiver 4Gb de memória RAM ou mais.

Algumas questões comuns, respondidas:
-Como faço para descobrir se meu processador é de 64 bits?
No Windows você vai precisar de um programa, o CPU-Z. Para fazer o download, clique aqui. Ao abrir o CPU-Z, procure no campo "instructions" o valor "x86-64" ou "EM64T". Se um dos dois estiver lá, seu processador é 64 bits.


No Linux e Mac OS, abra um terminal e digite o seguinte comando:
getconf LONG_BIT
O número que aparecer é o número de bits que o seu processador suporta.

-Eu tenho um processador 32 bits. Posso instalar um sistema 64 bits de alguma maneira?
Não, de jeito nenhum.

- Processadores 64 bits podem executar programas em 32 bits?
Sim, com desempenho igual ao de um processador 32 bits.

-Posso instalar programas 64 bits em sistemas 32 bits?
Não, de jeito nenhum

-Posso instalar programas 32 bits em sistemas 64 bits?
Sim, alguns programas podem ser instalados, mas geralmente é por meio de gambiarras. E não pense que ele será mais rápido por causa disso - o desempenho será idêntico a um sistema 32 bits.

-Meu sistema operacional é 64 bits?
Se você usa o Windows XP, provavelmente não. Em todo caso, aperte "Win+R" e execute "msinfo32.exe", sem aspas, para descobrir. No Windows Vista e 7, a informação pode ser encontrada nas propriedades de "Meu computador". No linux e mac OS, abra um terminal e execute "uname -r". Se aparecer 386, 486 ou 686, é 32 bits. Se aparecer x86-64, é 64 bits.

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Tecnologias emergentes: Processadores 64 bits (parte 1)


A família de processadores mais utilizada em computadores pessoais é a x86, criada pela IBM. Essa família é composta pelos processadores de 32 bits, chamados de x86-32, e pelos processadores de 64 bits, chamados x86-64.

Bits é um termo técnico, portanto não se desespere se você não sabe o que significa. Um bit, a grosso modo, é um sinal elétrico que diz se uma coisa deve, ou não, ser feita. Geralmente usa-se o "zero" para negar, e "um" para confirmar. Você também pode imaginá-los como um interruptor de luz: ligado ou desligado.

Pois dentro do computador tudo é feito com "zeros" e "uns". O processador, a memória, o HD, todos "falam" uns com os outros mandando esses sinais elétricos. A velocidade com que esses dados são transmitidos é chamada de FSB, e quanto mais alto FSB, melhor.

Os computadores desenvolveram a capacidade de mandar lidar com vários bits ao mesmo tempo. Quando falamos que o processador é 32 bits, estamos nos referindo a quantidade de bits que ele consegue trabalhar ao mesmo tempo. Um processador de 64 bits, portanto, consegue trabalhar simultâneamente com o dobro de bits que o processador 32.

Os processadores 32 bits são antigos, e estão no mercado mundial a décadas. Desde a época dos 286, 386, 486 até algums mais recentes, como o Pentium 4, da Intel. Aos poucos eles começaram a perder espaço para a tecnologia de 64 bits, mas ainda estão presentes no mercado.

Os processadores 64 atuais são uma evolução dos 32 bits. Eles conseguem trabalhar com o dobro da quantidade de bits que os antigos, o que, teóricamente, dá um ganho considerável de velocidade. Mas não é isso que ocorre na prática.

Para usar todo o potencial de um processador 64 bits os programas também devem ser feitos com instruções em 64 bits. Um x86-64 consegue executar instruções de um x86-32, mas é impossível fazer o contrário. Sendo assim, os desenvolvedores de software escrevem programas apenas para 32 bits, o que poupa trabalho e dinheiro, mas sacrifica a velocidade.

A partir do processador Intel Dual-Core e Core2Duo praticamente todos os processadores são 64 bits. O problema é que eles estão executando apenas softwares de 32 bits, e não tem seu potencial completamente aproveitado. O Windows XP, usado em praticamente todas as residências, é 32 bits. Exite a versão 64, mas você já usou uma?

Eu já utilizei diversos sistemas 64 bits, mas sempre volto para os 32, por causa dos programas disponíveis. Não adianta nada ter um sistema extremamente rápido para executar...nenhum aplicativo.

Felizmente a Microsoft, empresa responsável pelo Windows, anunciou que na versão posterior ao Windows 7 (que vai ser lançado em outubro) não vai haver versões 32 bits. Ela está forçando os desenvolvedores de software a criarem versões 64 bit. Quem não criar corre o risco de ficar de fora do mercado de computadores.

sábado, 5 de setembro de 2009

Tecnologias emergentes: SSDs

O HD, também conhecido por winchester, hard disk ou disco rígido, é a peça responsável por guardar todos nossos arquivos. Quando desligamos o computador, por exemplo, tudo que é importante é gravado no HD, e o resto é descartado. A única função dele é guardar dados, e não importa do que é feito e nem como funciona.

Dentre todos os tipos de HDs, destacam-se os HDDs e os novíssimmos SSDs. Os HDDs estão presente em praticamente todos os computadores, e funcionam como um LP ultra moderno - são formados por um disco de metal que é lido/gravado através de uma agulha super sensível. Para funcionar, o disco precisa estar girando, e a agulha precisar movimentar-se para lê-lo.

Os SSDs funcionam como pendrives. Não tem discos ou agulhas para gravar, eles recebem os dados e os armazenam em milhares de chips no seu interior. Logo, não possuem partes móveis, o que é uma propriedade excelente, pois partes móveis geram desgaste, e desgaste leva a erros de funcionamento.

Outra vantagem deles é que por não terem partes móveis, não tem atrito, reduzindo drásticamente a temperatura de operação. Quanto mais frio um computador trabalha, maior a sua eficiência e menor o seu consumo de energia.

O desempenho dos SSDs também é muito superior aos HDDs. Apesar de funcionar de maneira semelhante ao pendrive, ele opera em frequências muito maiores, o que faz com que leia e grave dados numa velocidade impressionante. Isso melhora o desempenho de tudo.Ao ligar o computador,por exemplo, já estamos lendo dados do HD. Depois de iniciado, toda vez que um programa é aberto é necessário ler novos dados. Praticamente todas as operações necessitam a leitura e/ou gravação de dados, e o HD influencia diretamente na performance de todas elas.

Pode sacudi-lo a vontade, os SSDs não são sensíveis a choques como os HDDs. Quando você sacode um CD ou DVD player é bem possível que a música pule ou trave. Mas se você sacudir um rádio nada acontece, certo? Esse é o mesmo princípio dos SSDs: não utilizar partes móveis.

Barulho? Isso é coisa do passado, os SSDs não fazem nenhum barulho. Silêncio ABSOLUTO!

Mas nem tudo é perfeito. Por ser uma tecnologia muito nova, possuem baixa capacidade de armazenamento e custo elevado (o maior SSD comercial tem 80Gb e custa cerca de R$1300).

Por enquanto é caro, mas daqui a alguns anos veremos muitos SSDs por aí, principalmente pra quem busca uma performance maior ou é pouco cuidadoso. O bom é que ele funciona sem a necessidade de configurações especiais ou de peças novas. Ou seja, basta plugar e sair usando que o computador nem vai notar a diferença.

Abaixo, um vídeo feito pela Samsung, mostrando os resultados de testes feitos com notebooks idênticos, exceto pelo HD.

Tecnologias emergentes: Processadores ARM


Já comentei aqui um pouco sobre os principais componentes do computador pessoal, e dentre eles o processador. Pois esse componente pode ser construído de diversas formas, que são chamadas de arquiteturas. Ele sempre esteve presente nos computadores, seja com uma única arquitetura dominante ou com várias brigando pela liderança do mercado.

As arquiteturas mais comuns são: x86-32, x86-64 e PPC. As duas primeiras constituem a família PC, sendo a primeira capaz de lidar com 32 bits e a segunda com 32 e 64 bits. Bits são a quantidade de dados capazes de serem processados ao mesmo tempo, quanto mais, melhor. A arquitetura PPC (ou PowerPC) era usada quase que exclusivamente por Macs, e não é mais usada desde 2005, pois esquentavam demais.

A arquitetura PC detém cerca de 99% do mercado de computadores pessoais, pois era, até pouco tempo atrás, a tecnologia mais barata e confiável. No entanto, um antigo tipo de processador foi melhorado e resurge com força total, o ARM.

Ainda não existem processadores ARM tão potentes quanto um processador comum, mas é questão de tempo até surgir um ARM equivalente a um x86. Além disso, o ARM é mais barato e gasta menos energia. Essas características estão atraindo a atenção de grandes empresas, principalmente a gigante Google, que recentemente anunciou que vai lançar um sistema operacional para concorrer com Windows, Linux e Mac OS.

Os processadores ARM tem tudo para fazer sucesso no setor de notebooks de performance baixa e moderada, pois esquentam menos, gastam menos energia (o que faz com que a bateria dure de duas a três vezes mais) e são mais baratos.

Muitos desenvolvedores de softwares estão correndo contra o tempo para adaptarem seus programas a essa nova arquitetura, sendo o Google a empresa que mais investe na nova tecnologia. Em contrapartida, a Microsoft anunciou recentemente que a nova versão do Windows não terá suporte a computadores equipados com processadores ARM.

O motivo do desinteresse da Microsoft pode ser explicado pelo kernel que o Windows usa (se você não sabe o que é kernel, aprenda aqui). O kernel linux, usado no Linux e Chrome (sistema do Google), já tem suporte ao ARM, apesar de ainda ser precário. O Mac OS é muito semelhante ao Linux, por isso a implementação é relativamente simples. No caso do Windows, será preciso um kernel inteiramente novo, ou uma grande gambiarra.

O importante é que nós, consumidores, só temos a ganhar com essa briga. Resta apenas torcer para que essa nova tecnologia se desenvolva cada vez mais e não caia no esquecimento...de novo.

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Obrigatoriedade nas escolas públicas

Esses dias tive que entregar um relatório numa escola pública. Tratava-se de um documento oficial e obrigatório, pois a escola exige que de tempos em tempos eu envie um texto contendo as atividades do meu estágio e a avalição do meu supervisor. Enviei os documentos um pouco atrasado e recebi um email que dizia o seguinte:
"Oi Bruno
O teu relátório está atrasado.
Segue em anexo a ficha para a justificativa.
Favor preeenche-la e nos enviar o mais rápido possível.
A justificativa vai ser avaliada pela coordenador da SUPE.
Janice"

Em anexo a mensagem, recebi um arquivo .DOC, ou seja, um documento do Micrososft Word, que faz parte da suite Microsoft Office. O problema é que esse tipo de arquivo só funciona corretamente com o Word, que além de ser pago (e a versão mais barata custa R$200) só é instalável no Windows (que na versão mais simples custa R$300). Ou seja, para abrir o documento eu preciso ter o Windows e o Office.

É um ABSURDO que os documentos exigidos por uma escola pública sejam em formato proprietário, obrigando os alunos a comprarem produtos específicos apenas para abrir um arquivo de texto. O custo da dobradinha Windows + Office fica em torno de R$500, no mínimo. Ou a escola disponibiliza os documentos em formato aberto e gratuito, ou dá cópias legalizadas de todos os programas necessários a todos os alunos.

Vou abrir uma reclamação formal e notificar a escola que isto está ocorrendo. Não sou obrigado a comprar programas de determinadas empresas quando tenho alternativas gratuitas e, na minha opinião, de qualidade superior. Enviar documentos em formato proprietário é uma escolha pessoal, mas a existência de uma solução gratuita alternativa é indispensável.

Fala-se tanto em combater a pirataria, mas o próprio governo está estimulando-a, mesmo que indiretamente. Afinal, é mais fácil instalar o programa de forma ilegal do que exigir os nossos direitos. Quem não tem condições de pagar pelo programa, ou simplesmente não quer fazê-lo, tem o direito de receber arquivos oficiais em formato gratuito.

O povo está acomodado e não vê que está sendo manipulado. As pessoas não aceitam receber ordens de qualquer pessoa, mas aceitam ter que pagar para abrir um documento de texto. No momento em que eu estiver prestando um serviço à alguém, vou enviar os documentos no formato adequado à essa pessoa, e não a mim. Uma escola pública presta um serviço à população, e não o contrário. Quando presenciar alguma situação semelhante, exija seus direitos. Os nossos direitos são as obrigações deles.

sábado, 22 de agosto de 2009

Diplomas e regulamentações


Há poucos meses atrás o STF determinou que não é necessário ter graduação em jornalismo para exercer a profissão, basta fazer o pedido para ganhar uma credencial. Ou seja, qualquer um pode ser jornalista, basta fazer o pedido (e pagar uma taxa, óbvio). Isso foi um desrespeito, aos jornalistas, por depreciarem todo o trabalho deles, e nós não-jornalistas, pois veremos em alguns anos uma queda significativa na qualidade dos serviços informativos.

Agora, o governo regulamentou a profissão analista de sistema, que significa projetar e implementar qualquer sistema informatizado, como uma rede telefônica, uma central de televisão, ou sistema de multas do Detran, por exemplo. No entanto, é exatamente o contrário do que ocorreu com os jornalistas. Vai ser necessário ser graduado para trabalhar na área técnica de computadores.

A lei foi aprovada nesta quarta-feira no senado. Segue abaixo alguns trechos da notícia, publicada no site http://www.senado.gov.br :

"Proposta que regulamenta o exercício da profissão de analista de sistemas foi aprovado nesta quarta-feira (...). A proposta (...), segue agora para análise (...), em decisão terminativa.
(...), somente profissionais com diploma superior em Análise de Sistemas, Ciência da Computação ou Processamento de Dados poderão exercer a profissão de analista de sistemas.
Já a profissão de Técnico de Informática poderá ser exercida pelos portadores de diploma de ensino médio ou equivalente com curso técnico de Informática ou de Programação de Computadores, expedido por escolas oficiais ou reconhecidas.
A proposta torna privativa do analista de sistemas "a responsabilidade técnica por projetos e sistemas para processamento de dados, informática e automação, assim como a emissão de laudos, relatórios ou pareceres técnicos".

A proposta original era a criação de um comitê de avaliação e organização da profissão. Foi vetada, pois era inconstitucional. Essa regulamentação divide opiniões, inclusive dos profissionais da área. Eu considero-a positiva, pois vai valorizar o trabalhador e sua dedicação à profissão. No entanto, é preciso ficar atento a criação de novas cobranças. É bem possível que você, profissional da área, tenha que pagar um imposto, curso ou carteira especial para continuar trabalhando. Regulamentar a profissão é importante, mas "eles" querem tirar o nosso dinheiro. Fique ligado!

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Arte

Ontem foi o dia da fotografia. E você sabe quando ela surgiu? Foi por volta de 1830, numa época em que a única forma de ter sua imagem preservada com realismo era através de pinturas, retratos. Todos queriam ter a sua imortalidade, nem que fosse uma imagem para relembrar os outros de que existiram. Com o surgimento da fotografia, que era muito mais rápida e mais realista que os retratos, os pintores tornaram-se livres para pintar o que queriam, e não apenas a realidade. A pintura virou arte.

Já não era mais possível modificar as imagens, elas eram capturadas e pronto, não eram mais modificadas. Não se podia retirar aquela mancha do rosto. E aos poucos surgiram ferramentas editoras de imagens, que não pararam de evoluir.

Hoje já é difícil saber se uma imagem contém ou não mudanças. E muita gente também não liga para isso, afinal, são só imagens. Eu, particularmente, adoro essa confusão, esse misto de realidade e fantasia. Até onde podemos acreditar no que vemos?

Mas o importante é que estamos vivenciando algo mágico, que está tão perto de nós que não conseguimos ver a sua grandeza. É como estar perto de um prédio gigantesco e olhar para cima. Você só vai saber dizer o quão grande ele era quando estiver longe. A fotografia hoje faz o mesmo que as grandes pinturas e obras de arte no passado. Hoje, a fotografia é uma forma de arte, talvez a mais bela e menos explorada.

E por que isso está aqui num blog de tecnologia? Porque é revolucionária. Você que ainda não se deu conta.

Este texto é dedicado a Eduardo Nozari, crítico de cinema, diretor de programa e entusiasta da fotografia. Segue o link para o seu blog: http://sobretudocinema.wordpress.com/

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Morra, Internet Explorer 6


Se você está lendo este texto, provavelmente está conectado à internet e está utilizando um browser, ou navegador, para acessá-la. Os navegadores mais comuns são Internet Explorer, Firefox, Opera, Safari e Chrome.

Internet Explorer 6 foi lançado em 2001, pela Microsoft, junto com o Windows XP. Na época representou um grande avanço, mas logo ficou atrasado em relação aos concorrentes.

Criaram-se novos recursos para internet, que agilizam o desenvolvimento e tornam os sites mais rápidos e eficientes. No entanto, o Internet Explorer 6 não é capaz de lidar com essas informações, o que faz com que todo o código tenha que ser reescrito, o que além de consumir tempo, torna o site muito mais pesado.

As empresas concorrentes, apoiadas pelos desenvolvedores de sites, querem a morte do I.E. 6, já que ele representa um grande atraso na internet. É como correr uma maratona com uma geladeira nas costas. A própria Microsoft se manifestou a favor da "morte" dele, recomendando o upgrade para a versão 7 ou 8.

Recentemente o Youtube anunciou que não vai mais dar suporte ao I.E. 6. Quem abre o site com esse navegador, encontra a seguinte mensagem:
"Faça upgrade para um navegador moderno de modo a obter uma experiência on-line mais rica. Vamos descontinuar o suporte para Internet Explorer 6 em breve, por isso faça o upgrade agora."

Se os concorrentes, os usuários, os desenvolvedores e até mesmo os criadores querem a morte do Internet Explorer 6, porque ele ainda é utilizado? Talvez seja porque ainda não percebemos que ele já não é mais a solução, e sim o problema.

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Conheça mais sobre hardware

Como você deve desconfiar, o computador é formado por pequenas partes. Ele é constituído basicamente por 5 componentes:
-Placa-mãe (motherboard em inglês)
-Processador (também conhecido por CPU)
-Memória RAM
-Unidade de armazenamento
-Periféricos

Placa-mãe:
A placa-mãe é como o terreno de uma casa, é a base de toda a construção. Ela é o centro do computador, onde todos os outros componentes se encontram. A parte mais importante da placa-mãe é o chipset. Ele é um chip responsável por receber e enviar os sinais dos outros componentes, funcionando como um tradutor. O HD, por exemplo, não consegue falar com o processador diretamente, ele precisa enviar a mensagem ao chipset, que vai traduzi-la e enviá-la ao processador. Geralmente as placas-mães já incluem chips de áudio, vídeo e rede. É possível melhorar a performance destes itens, comprando periféricos com chips auxiliares, chamados offboard (fora-da-placa). As melhores placas-mães atualmente são da Intel, e os melhores chipsets são Intel, AMD e Nvidia.

Processador:
O processador é o cérebro do computador, e também quem manda na maioria das outras partes. É ele quem decide o que fazer, conforme as mensagens recebidas dos outros componentes. Quando você quer tocar um CD, é o processador quem manda o CD player tocar. Quando tentamos abrir um programa, é ele quem realiza os cálculos necessários para que o programa funcione. A tarefa do processador é calcular e mandar nos outros componentes, o que faz dele o "chefe" dos outros.

Memória RAM:
A memória RAM é um espaço que serve para guardar coisas temporariamente. Essas coisas podem ser vídeos carregados na internet, fotos, arquivos de texto e até mesmo os programas que estão em uso. Ela existe porque é muito mais rápida que o dispositivo de armazenamento. Ao abrir um arquivos, estamos transferindo uma cópia dele para a memória RAM. Quando fechamos o arquivo, ele é descarregado da memória RAM. Quanto mais memória RAM, mais programas você pode carregar ao mesmo tempo, sem que o computador fique lento, ou pior, congele. Toda vez que o computador é desligado, a memória RAM é descarregada completamente, não importa a marca, modelo ou tamanho.

Unidade de armazenamento:
A unidade de armazenamento serve para guardar dados. Ela pode ser um disco rígido, chamado de HD, ou memória de estado sólido, chamadade SDD. A maioria esmagadora dos computadores usam HD, por ser muito mais barato e ter mais espaço de armazenamento. Não tem mistério, aqui você só grava e lê dados. Considero a Samgung a melhor fabricante de HDs. Atenção ao comprar um HD da marca Maxtor, eles tem um problema crônico de fazer muito barulho após poucos meses de uso.

Periféricos:
Os periféricos não são necessários para o funcionamento do computador em si. Incluem-se nesse grupo mouse, teclado, leitor de cd/dvd, leitor de cartão, webcam, bluetooth, pendrive, caixas de som, placa de vídeo, monitor e outros. Ou seja, não são necessário para que o conjunto funcione, mas são eles que fazem a conexão homem-máquina.

sábado, 8 de agosto de 2009

Distribuições Linux


O sistema operacional linux em si é apenas o kernel e algumas ferramentas de manipulação, as quais são chamdas de terminal, ou console. A versão mais comum do console é a BASH.

No entanto ninguém instala apenas o linux, e sim as distribuições linux, que além de incluírem o linux possuem também muitos projetos, ou programas, dos mais variados. Dependendo do foco de determinada distribuição, ela incluirá, ou não alguns pacotes. A escolha destes pacotes segue a filosofia estabelecida pelos criadores da distribuição.

Podemos classificá-las em duas categorias:

a) Filosofia de atualização de pacotes
No mundo do software livre, onde todos tem acesso ao código fonte dos projetos e podem modifica-los livremente, o desenvolvimento anda a passos largos. Não é raro ver projetos recebendo atualizações semanais, diferente do que ocorre com softwares proprietários. Por isso, o mesmo projeto tem muitas versões (ex.: 1.0.2, 1.0.3, 1.1.0...) e cabe a distribuição escolher qual versão deve ser utilizada. Uma versão mais antiga nos dá mais estabilidade,pois significa que aquela versão do projeto foi exaustivamente testada, e não contém nenhum erro. A desvatagem é que novos recursos demoram a ser adicionados, e seu linux será muito estável, mas desatualizado. Se a distribuição optar pelos pacotes mais atualizados, estará sujeita a erros dos desenvolvedores, já que nas versões antigas os bugs já foram corrigidos. No entanto, terá muito mais recursos que aquela que usa pacotes mais velhos. Geralmente aí a filosofia da distribuição entra em cena: pacotes novos para computadores pessoais, pacotes antigos para servidores.

b)Recursos de hardware utilizados X usabilidade.
Uma distribuição pode ser fácil ou difícil para o usuário final. Quanto mais fácil de usar, mais recursos de hardware ela vai usar (leia-se, mais pesada ela vai ser). Isso porque em distribuições mais faceis existem programas que detectam automaticamente que você está tentando fazer e automatizam o processo, minimizando as escolhas a serem feitas. Numa distribuição difícil isso não ocorre, é preciso dedicar mais tempo para configurar o computador corretamente. Existem distribuições que fazem tudo praticamente sozinhas, como Ubuntu, Mandriva e Fedora, e outras no extremo oposto, que fazem apenas o que você mandar, como Slackware, Gentoo e Archlinux.

Existem, portanto, muitos sabores linux. Alguns amargos, que agradam quem já domina o sistema, e outros mais açucarados, que impressionam os iniciantes. Existe uma discussão interna entre usuários linux sobre qual a melhor distribuição, que se assemelha muito uma discussão de futebol - não leva a nada e só confunde os iniciantes. Teste um sabor do linux, de preferência um mais automatizado, e permaneça nele. Quando sentir-se mais seguro, você pode partir para outros sabores. Experimente...é de graça.

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Liberte-se!



Há alguns dias me perguntaram porque o meu computador não estraga e nunca me deixa na mão. Minha resposta, para aquela singela pessoa, que entendia tanto de informática quanto a Xuxa entende de física quântica, foi:
"Porque eu mando no computador, e não o contrário."

Hoje em dia estamos cada vez mais próximos da escravidão. Não uma escravidão clássica, como acontecia no Antigo Egito, por exemplo, e sim uma nova escravidão, uma escravidão subjetiva. A nossa vida para quando o sistema falha. Se um banco fica fora do ar, nós ficamos sem dinheiro. Se o aeroporto estiver com problemas, nós ficamos sem viajar. Se faltar luz nos hospitais, nós podemos até morrer no caso de algum acidente. E até mesmo o nosso entretenimento está ameaçado, caso nossa TV estrague. E qual a nossa solução? Adequar-se ao sistema. Nós cumprimos com tudo aquilo que ele exige para funcionar corretamente, e não tentamos adaptá-lo as nossas necessidades, que seria o correto.

Toda essa tecnologia, que nos é enfiada garganta abaixo, é realmente necessária? Eu já tive que mudar a minha vida por requisitos de aparelhos eletrônicos. Eles mandaram em mim. Acreditei que estava controlando a tecnologia, quando, na verdade, era ela que determinava as minhas ações. Irritado com isso, decidi não aceitar mais tudo que me empurram. Não procuro mais o que comprar, e sim o que é capaz de resolver meus problemas. Se não tenho problemas, não preciso de nada. Foi um ato contido de revolta contra o sistema. Simbólico, insignificante talvez, mas tenho a consciência de que sou um a menos que "eles" controlam.

O caminho que a humanidade trilhou não tem mais volta. Eu não posso impedir que "eles" vendam tecno-sucatas às pessoas. Não posso impedir que os bancos fiquem fora do ar, que os aeroportos parem de funcionar ou que os hospitais parem de atender. Mas, pelo menos, no meu computador eu ainda mando.

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Sobre software livre

Software, como você já leu, possui a função de controlar o hardware. Ele é um conjunto de intruções, e isso em eletrônica significa que pequenos sinais elétricos circulam pelo computador.

Todo software precisa ser entendido pelo computador, e para tanto, é escrito em linguagem binária (dois níveis lógicos). Como recurso, o ser humano criou linguagens de programação, que facilitam a comprensão humana do código, transformando uma frase ou comandos predefinidos em arquivos binários. Esse arquivo compreensível aos humanos é chamado de código-fonte. Assim, para um software ser executado em um computador, é necessário apenas ter os arquivos binários, os quais são gerados a partir do código-fonte.

Com o passar dos anos, as necessidades foram aumentando de tal forma que hoje é praticamente impossível construir um software complexo que não contenha nenhum erro. À medida que os erros vão sendo descobertos, atualizações e correções são feitas, para minimizar a existência de falhas, e a maneira mais rápida e segura de fazer isso é alterar o código-fonte e recriar os arquivos binários. Infelizmente a maioria dos softwares são produtos comerciais, criados por uma ou mais empresas, que mantém o código-fonte em sigilo absoluto, afim de evitar a espionagem comercial. Elas são responsáveis pelo funcionamento do seu produto, e devem zelar pela sua qualidade, o que em muitos casos não acontece.

Assim, criou-se os softwares com código-aberto, ou seja, softwares que tem o seu código-fonte aberto à toda a comunidade, qualquer um pode modificar e corrigir possíveis falhas. Existem, é claro, regras para isso, que evitam que alguém destrua ou piore o código-fonte original.

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Sobre kernel e sistemas operacionais - parte II


Como você já deve ter percebido, existem vários sistemas operacionais, e cada um tem caracteríscas próprias. Agora vou comentar um pouco sobre os principais sistemas atualmente:

Windows - O Windows é o sistema operacional mais utilizado no mundo todo. Ele possui diversas versões, como Windows XP, Windows Vista e a mais nova, Windows Seven. Juntas, elas detém 90% do mercado mundial de computadores pessoais(notebooks e desktops), o que justifica o desejo das empresas de hardware em ter seus produtos agregados a essa plataforma. No entanto, a Microsoft, empresa desenvolvedora do Windows, não se responsabiliza pelo funcionamento destes dispositivos, já que o seu kernel permite que módulos sejam adicionados sem a necessidade de uma recompilação. Assim, os próprios fabricantes de hardware desenvolvem os drivers para Windows. Esse sistema operacional é pago, ou seja, você deve comprar uma licença para ter o direito de utilizá-lo. Existem ainda programas que podem ser instalados mais tarde, que adicionam mais recursos ao computador. Esses programas rodam sobre o sistema operacional básico, que funciona dentro do kernel. Ou seja, o Windows funciona com duas camadas: o kernel(que inclui o sistema básico) e os programas.

Mac OS - O Mac OS também possui muitas versões (OS X, Tiger, Leopard, etc). Elas seguem uma linha de tempo, ou seja, a versão nova sempre é superior à versão antiga, não existem lançamentos paralelos. O Mac OS é desenvolvido pela Apple, que também fabrica o hardware. Essa foi a alternativa encontrada pela Apple para oferecer um computador com uma boa performance e evitar incompatibilidade com o hardware. O sistema Mac OS só funciona em hardware da Apple. Existem métodos baseados na gambiarra que permitem a instalação desse sistema em um hardware diferente, mas isso não é recomendado. Por utilizar um kernel diferente, o Mac OS possui uma camada a mais, o ambiente gráfico. Os programas funcionam sobre o ambiente gráfico, que funciona sobre o kernel. No entanto, alguns programas podem acessar o kernel diretamente, o que aumenta a performance. Se algum programa travar, o sistema continua funcionando, e apenas aquele programa para de responder. Assim como Windows, o Mac OS é pago, mas a sua versão básica inclui muito mais softwares que Windows. Ou seja, o sistema é mais rápido, mais estável e mais completo.

Linux - O Linux é um sistema operacional muito simples, e muito pequeno. Se resume basicamente ao kernel e algumas ferramentas de manipulação. Esse conjunto de ferramentas é chamado terminal, ou console. No linux não existem "programas", e sim projetos. Cada projeto tem um objetivo, que pode ser desde tocar mp3 até gerenciar todo o ambiente gráfico. Ao conjunto de pacotes dá-se o nome de distribuição linux. Existem mais de 500 distribuições linux oficiais, e cada uma tem um conjunto de pacotes, características e objetivos próprios. Por ser um assunto muito extenso, elas serão discutidas separadamente mais tarde. Diferentemente do Windows e do Mac OS, o Linux, assim como a maioria de suas distribuiçoes, é gratuito.

Chrome OS - O Chrome OS foi anunciado recentemente pelo Google, não está disponível para download, não está pronto e nem existem imagens oficiais da versão em desenvolvimento. Sabe-se que usará o mesmo kernel do Linux e será gratuito. Acho importante citá-lo aqui, pois o Google é uma empresa muito respeitada no setor de tecnologia e informática, e o seu sistema tem potencial para concorrer com os gigantes Windows e Mac OS quando for lançado.

E qual sistema operacional você usa? E qual gostaria de usar?

domingo, 2 de agosto de 2009

Sobre kernel e sistemas operacionais - parte I


Um computador é composto por duas partes principais: o hardware e software.

O hardware é toda e qualquer peça material do computador, como mouse, teclado, monitor, etc. Sozinho, o hardware não faz nada. Ele não conecta a internet, não serve para digitar nada, não filma e não mostra nada no monitor.

O software é todo o resto, tudo que não é tocável. Desde os programas que você usa até os drivers necessários para que eles funcionem. A função do software é controlar o hardware, é torná-lo útil.

O kernel é o software mais básico que pode existir. Isso não significa que ele seja simples, mas sim indispensável para o funcionamento de todo o resto. O kernel é a camada mais básica de um sistema operacional, ele recebe as instruções dos programas e as traduz para o hardware. Se o computador fosse um carro, o kernel seria o motor, e os pedais seriam os programas. Você mexe nos pedais, mas quem faz o carro andar de fato é o motor.

Todos os sistemas operacionais incluem um kernel e algumas ferramentas para lidar com ele. Um exemplo de sistema operacional é o Windows. O Windows possui um kernel e muitas ferramentas de manipulação. Até mesmo o ambiente gráfico está incluído no kernel. Esse tipo de kernel permite que novos módulos sejam adicionados sem ser necessário reconstruí-lo. É como colocar um reboque no carro, não é preciso desmontar e montar o carro todo para adicioná-lo. Entretanto, quanto mais módulos são adicionados ao kernel, mais pesado ele fica, e você não pode desmontá-lo e retirar o que não precisa. Ou seja, o kernel do Windows fica mais pesado com a instalação de novos recursos, e não há nada que possa ser feito para evitar isso.

Existem outros sistemas operacionais, como Linux e Mac OS, que utilizam outro kernel. Ele funciona de maneira diferente: carrega apenas as ferramentas mínimas de manipulação, o que o torna naturalmente mais leve e rápido. Sua desvantagem é que para se adicionar um módulo novo, é preciso desmontá-lo, incluir o módulo e remontá-lo. Esse processo se chama "recompilar o kernel". Por esse motivo, a Apple, fabricante do Mac OS, decidiu vender o sistema operacional e o hardware juntos. Assim ela se encarrega de reconstruir o kernel sempre que for necessário, e você não precisa aprender a manipulá-lo, basta ligar o computador e tudo vai funcionar. O Linux é feito para funcionar com uma infinita gama de hardware, por isso tem a maior quantidade de módulos possível. Ao iniciar, ele detecta qual o seu hardware, e liga apenas os módulos necessários, o que o torna tão leve quanto um kernel de Mac OS. Os problemas ocorrem quando ele não detecta corretamente o hardware, ou não tem os módulos necessários.

(continua)

sábado, 1 de agosto de 2009

Paradigmas, consumismo e o computador

A nossa geração está acostumada a adaptar-se rapidamente. O celular, as câmeras, o computador...muita coisa mudou nos últimos 20 anos, e nós achamos isso normal, esquecendo que em mais de 3000 anos de civilização esses equipamentos só surgiram nos últimos 100.

O computador surgiu como alternativa para realizar cálculos em engenharia. Logo, sua função inicial era auxiliar o ser humano a realizar tarefas. A função não mudou, mas as tarefas mudaram. Hoje é possível usar o computador para tocar música, conversar com pessoas, gravar imagens e vídeos, assistir programas, ler notícias e comentar sobre ela e muito mais.

Junto com os novos recursos, ganhamos novas obrigações. Hoje, quem quer ter um computador funcional precisa ter cuidado. Alguém aí nunca ouviu falar de vírus, spyware ou desfragmentação de disco?

Pois é, o computador hoje está resolvendo problemas que ele mesmo criou.

Não seria ótimo realizar todas suas tarefas sem ter um compromisso com o computador? Uma máquina que servisse a você, e não o contrário?

Infelizmente, isso exige uma quebra de conceito. Não adianta pensar "o que essa máquina pode fazer por mim". O certo é "o que eu preciso que uma máquina faça por mim".

Aí sim, escolha a melhor solução para você. Não aceite o que "eles" querem te vender. Pense duas vezes antes de comprar um computador "ultra potente". Lembre-se de que a máquina top de linha hoje vai ser o caco ultrapassado daqui a alguns anos.

O computador deve ser a solução, não o problema.

Sobre o blog

Olá, visitante. Seja bem vindo ao "lanche noturno", um espaço virtual onde pretendo abortar assuntos relacionados a tecnologia e informática.

O objetivo é simples: enriquecer a sua madrugada com pequenos textos. Os fatos serão apresentados, e mais que isso, serão comentados. Sim, esse é um blog que vai julgar o que ocorre no mundo, e, com um pouco de sorte, vai ajudá-lo a contestar o que falam por aí.

Isso não significa que existe uma verdade absoluta, e muito menos que ela está aqui. Sinta-se livre para criticar, elogiar e ignorar tudo que for colocado aqui. Mas preste atenção quando for fazê-lo para não passar vergonha.

Enfim, espero que você aproveite esse pequeno lanche, e deguste ao máximo cada pequeno sabor dos textos.